Foresee
Naming e identidade para uma plataforma criada para aproximar inovação, mercado e novas possibilidades de futuro.
Entre estruturae invenção.
A Foresee nasceu em um momento em que grandes estruturas de mercado começavam a perceber, com mais clareza, a força das startups, da inovação aberta e dos novos modelos de negócio orientados por tecnologia.
Na época, a CETIP queria criar uma iniciativa capaz de fomentar esse ecossistema, abrir espaço para novas conexões e se aproximar de empreendedores, ideias e soluções que apontavam para o futuro do mercado. Foi nesse contexto que fomos chamados para construir a marca.
Não se tratava apenas de nomear uma iniciativa corporativa. Tratava-se de dar forma a uma plataforma que precisava representar visão, abertura, inteligência e transformação. Uma marca que nascia dentro de uma grande instituição, mas que precisava conversar com a energia do novo.
Mais tarde, com a incorporação da CETIP pela B3, a marca passou a ser assinada como Powered by B3. Depois, a iniciativa foi descontinuada. Ainda assim, o projeto permanece como um case importante pela clareza do desafio e pela qualidade da construção simbólica que ele exigia naquele momento.
Dentro da nossa visão de Human Branding, o ponto central nunca foi apenas fazer uma marca de inovação. Foi compreender que tipo de relação humana aquela plataforma desejava promover: entre instituição e startup, entre estrutura e invenção, entre experiência de mercado e novas possibilidades de futuro.
Enxergaro que está por vir.
O próprio nome Foresee carregava o coração do projeto. Foresee é antecipar, enxergar antes, perceber adiante. O nome trazia a ideia de visão, de leitura de futuro, de sensibilidade para reconhecer movimentos que ainda estavam se formando.
A inspiração da marca partia dessa ideia de antecipação, mas não como adivinhação vazia. Antecipar, aqui, significava criar condições para perceber o novo antes que ele se tornasse óbvio. Significava abrir passagem para aquilo que ainda estava surgindo.
Visualmente, essa lógica se traduzia em uma identidade de presença forte, contemporânea e confiante. A marca foi construída a partir de um azul intenso, saturado, vivo — um azul de alta energia, ligado à tecnologia, à inteligência e à força institucional, mas com frescor suficiente para se afastar da rigidez corporativa tradicional.
O símbolo nascia como uma espécie de diamante contemporâneo, tecnológico, quase como um portal lapidado. Havia nele uma sugestão de precisão, valor, refinamento e transformação. Ao mesmo tempo, a forma evocava passagem: a entrada em uma nova camada de visão, um acesso ao que ainda estava por vir.
Uma marcasobre visão.
A partir dessa base, construímos a identidade da Foresee. O branding precisava equilibrar dois mundos. De um lado, a solidez e a credibilidade de uma organização como a CETIP. De outro, a agilidade, a curiosidade e a abertura necessárias para dialogar com startups e com o universo emergente da inovação.
A marca precisava ser institucional, mas não engessada. Tecnológica, mas não fria. Contemporânea, mas não passageira. Foi essa tensão que orientou a tradução visual do projeto.
O azul intenso dava presença e unidade. O símbolo-diamante funcionava como síntese de visão, lapidação e acesso. A identidade como um todo buscava expressar inteligência em movimento: uma estrutura capaz de acolher ideias novas, reconhecer valor em estado inicial e criar pontes entre mercado consolidado e futuro em formação.
Visão para perceber o que está surgindo. Visão para abrir espaço ao novo. Visão para conectar futuro e realidade.
Uma marca criada para lembrar que inovar não é apenas acompanhar mudanças. É criar formas de reconhecê-las antes, acolhê-las melhor e transformá-las em caminho.